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Punhal de escuridão ...
Eventos programados:

Na Nobel Salgado Filho, pré-lançameto durante todo o dia de 31/08 (sábado) e lançamento em 02/09/2013 (segunda), das 18 horas em diante.
Lançamento em Carnaubais-RN, 11/09/2013.

 
Tentarei, aqui, apresentar para o leitor o simbolismo deste punhal, que parece encravar-se nos corações humanos; o punhal que não fere o corpo, mas escurece a alma, retira-lhe sua luminosidade, seu encanto.
O personagem central da trama, que adora criar seus brinquedinhos empresariais, é um jogador ardiloso, um caçador astuto.
A história de vida desse maduro homem, no alto de seus 60 anos, ratifica o imenso prazer que nutre pelo jogo da dominação, e pelas aventuras. Um descendente europeu, herdeiro da empáfia dos colonizadores, dotado de frieza quase doentia.
Todavia, não imaginava o sujeito que algo ou alguém, num dia conturbado e confuso, pudesse seduzi-lo, atraí-lo, aprisioná-lo em calvário enfeitiçado. Ele será travestido de figura emblemática por seus raptores. Na esteira de seus mundos reais e fictícios, torturas e rituais místicos precederão a redenção. Mas, quem seriam os algozes ou mandantes? Suspeitas não descartam nem o próprio Dirk. Tudo e todos a sua volta são candidatos.
Enfim, diante do silêncio, o velho homem poderá tomar sua decisão, após empreender ciclos ritualísticos. Talvez consiga mergulhar em seus próprios abismos, ou mesmo renascer. Talvez desista. Talvez vire o jogo, como estrategista.
Uma narradora consciência, antes tomada somente pela compaixão, reconhecerá também a própria transformação e redenção, buscando o caminho para o perdão verdadeiro, aquele autenticado pela força do Amor.

 
"Sou humana. Tenho programações do bem e do mal. Minha compaixão se alterna com desejos de justiça, desejos e rompantes de violência, infelizmente. Imperfeita, sim. Pertenço à mesma espécie de seres incompreendidos, padeço dos mesmos males. E minhas dores são molas comprimidas. Um descuido e catapultam-me, atirando-me ao campo das batalhas."
 
"No alto, um cenário incrível rajava veios de sangue e dor, escorrendo, prenunciando. Era a cabal predestinação de um fim.  Toda resistência tombava com o derramar de novas tintas, como o desbotar das suas certezas. Cumprindo rituais do tempo e do espaço, o céu já não ardia. Seu definhamento, tão real e simbólico, transformava-se em tristeza."
 
"Era a voz dos combalidos que ditava o sofrimento, e maltratava os prisioneiros. Assombramento, vulto do que não mais se enxerga, de tão curto, imediato, beco emparedado. A tranca no lado de fora. Cobertor, covarde ausente, corpo que implora e treme, entregue ao frio, à solidão da mente. Muitos menos a mais. Medo, ferrugem da alma, olhar turvo, desencanto. De um nada se apoderava o medo de tudo."
 
Aluísio Azevedo Júnior
Enviado por Aluísio Azevedo Júnior em 31/12/2012
Alterado em 28/08/2013
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